25.07.10 - Artigo - Autonomia na organização
Por ter trabalhado grande parte da minha vida em organizações de sucesso, que no seu programa de gestão está intrínseco o dever, a autonomia e a responsabilidade dos atores envolvidos é que procuro seguir este princípio que, pra mim, é fundamental nas instituições, quer sejam privadas ou públicas.
Dentro desta premissa temos administrado nossas entidades e sugerido aos poderes constituídos, ao longo dos anos, que usem o conhecimento e a inteligência de seus colaboradores, principalmente os cargos de confiança, dando maior autonomia e cobrando mais resultados.
O que temos acompanhado, no entanto, é a concentração de pequenas decisões nas mãos de quem, na maioria dos casos, sequer conhecem o assunto. Não temos e não teremos colaboradores comprometidos com a causa das instituições, se não fizermos uma reflexão sobre o tema aqui exposto.
Nossa instituição tem se manifestado sobre demandas que são levantadas pelos colaboradores da entidade em visitas aos nossos associados, que clamam por pequenas melhorias nas localidades onde estão inseridos e, na maioria dos casos, com o intuito de vermos resolvidas as demandas nos deparamos com falácias e falsas promessas de quem é incompetente ou não tem autonomia e motivação para colocar em prática suas habilidades e competências.
Solidarizo-me com a comunidade de Tamandaré, que tem acompanhado nosso trabalho na defesa das necessidades básicas. A classe empresarial é testemunha das tentativas que foram feitas nos últimos governos para minimizar os problemas lá encontrados e que também assolam outras comunidades.
Continuaremos na busca constante de um entendimento e de maior agilidade nos processos que envolvem os poderes constituídos. Porém, está na hora de valorizar os que ainda se dispõem a trabalhar em órgãos públicos, dando autonomia e cobrando resultados ou teremos em breve um amontoado de incompetentes, se renovando a cada eleição.
Isauro Itú Sartori
Presidente da CIC



