Diretoria da CIC define suspensão da ExpoGaribaldi 2020

A diretoria da CIC definiu na manhã de quinta-feira, 23 de abril, que a ExpoGaribaldi, prevista para acontecer em outubro, foi suspensa em virtude da pandemia do novo Coronavírus.

O evento foi lançado em 16 de março, às vésperas da edição de normas que obrigaram a paralisação das atividades de quase todos os setores. Já havia sido confirmada a participação de empresas que ocupariam 50% dos estandes.

O presidente da CIC, Tobias Debiasi, salientou que é preciso ter sensibilidade ao momento e entender que a preocupação com a nova realidade que a sociedade vive é a prioridade.

O ex-presidente, Pedro Carrer, salientou que o momento é de cuidar da vida das pessoas e da saúde das empresas, com o equilíbrio e a responsabilidade que a CIC vem trabalhando.

Efeitos da Covid-19 nas empresas

Durante reunião realizada no salão de eventos da entidade, levando em consideração os cuidados exigidos pelos órgãos de saúde, os diretores também avaliaram o momento para o setor empresarial, que foi obrigado, em sua maioria, a paralisar suas atividade durante até 30 dias em alguns setores.

O ex-presidente, César Ongaratto, falou sobre o novo sistema de distanciamento social controlado, que será estabelecido pelo Governo do RS a partir de 1 de maio, que poderá causar impactos no setor produtivo.

“Esse cenário é preocupante. Esses números que estão crescendo não são culpa do empreendedor, que seguem regras rígidas, mas dos meios que não seguem nenhum cuidado. Por isso é preciso aumentar a fiscalização para evitar que tudo volte a uma nova paralisação geral”, enfatizou.

O presidente da CDL e vice-presidente do Comércio da CIC, Carlos Adriano Morari, salientou que o varejo está seguindo as normas exigidas, mas a fiscalização deve obrigar que as regras sejam seguidas por todos que são atingidos pelo último decreto do Município.

Para o vice-presidente da Indústria, Gérson Luiz Simonaggio, as empresas tomaram todas as medidas de segurança para seus colaboradores e podem dar exemplo de prevenção ao novo Coronavírus.

A opinião é compartilhada pelo vice-presidente de Serviços, Carlos Bianchi. Ele afirma que é preciso pensar na coletividade. “Devemos manter os cuidados recomendados e evitar que atitudes mais enérgicas sejam tomadas novamente. Mas para isso, o setor produtivo não deve ser o único fiscalizado, pois tem sido exemplo de precaução”.