Vice-presidentes da CIC avaliam o momento e projetam retomada da economia

Após registrar alta em janeiro e fevereiro, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Fiergs, na primeira semana de maio, teve uma queda recorde de 10,2% em março. Os setores de Comércio e Serviços também registraram perdas, conforme pesquisa mensal do IBGE.

As previsões também não são otimistas. Consequência da pandemia do novo Coronavírus, os resultados setoriais demonstram um declínio da economia sem precedentes.

Para o vice-presidente do Comércio, Carlos Adriano Morari, novas formas de consumir foram intensificadas e o comércio precisou se adaptar e buscar alternativas para poder honrar com seus compromissos e manter suas portas abertas.

O setor foi um dos mais afetados em Garibaldi, com restrição de funcionamento para a maioria dos estabelecimentos durante quase 30 dias.

“Acredito que muitos hábitos de consumo permanecerão, portanto cabe ao comércio melhorar ainda mais sua proximidade com os clientes e consumidores, seja via Instagram, Facebook, WhatsApp ou outras formas muito utilizadas nesse período”, salienta Morari.

Com atuação no setor industrial, o vice-presidente Geral, Rogério Bortolini, acredita que a indústria sofrerá pela falta de recursos para custear os custos fixos e investimentos necessários para a competitividade.

“O Governo deverá agir com mais força para evitar o pior e as indústrias terão que se adequar com muito mais rapidez”, destaca.

Para Bortolini, a maioria das empresas terão que encontrar alternativas para a queda de consumo e aumento da inadimplência, além de realizar adequações nos custos fixos.

“Não sabemos quais serão as verdadeiras mudanças que deverão acontecer, porém não poderemos ficar inertes. Devemos nos preocupar cada vez mais com a os processos e muito mais com as pessoas”.

A questão humana também é enfatizada pelo vice-presidente de Serviços, Carlos Bianchi. Segundo o dirigente, o calor humano e o aperto de mãos tiveram que dar lugar a uma nova maneira de relacionamento com os clientes.

“A pandemia restringiu a demanda do setor, seja pela baixa procura, como pelas restrições ao atendimento presencial. O que nos fortalece são as relações pessoais, típicas do setor de serviços, que acabam gerando vínculos de confiança muito fortes”.

Bianchi salienta que é fundamental manter o foco, a perseverança e praticar a resiliência “Precisamos nos reinventar a cada dia e nos adequar ao novo momento. Tenho plena certeza que sairemos vencedores”, reforça.